Dose de Inspiração – Para Líderes Empresariais

Dedico estas linhas especialmente aos líderes empresariais.
A vida anda complexa, é fato. Escândalos, crise econômica e social, desemprego crescente, dólar em alta, energia disparou impactando o custo da produção, dificuldade de repassar este valor para os produtos, comércio tentando vender com promoções que em alguns casos tentam manipular o consumidor, educação em crise, água em crise, enfim, não falta notícia ruim por todos os lados aliadas a muita descrença.
Mas como ficar reclamando não adianta, vou compartilhar aqui alguns pontos que me colocaram para refletir e também me deram uma carga de adrenalina – aquela boa que dá vontade de fazer algo – em minhas andanças por congressos e grupos de discussão neste mês de novembro.
Nosso desafio neste momento é passar por esta crise geral gerando o menor dano possível aos negócios, as pessoas e a sociedade. Muitas vezes é necessário abrir mão de um benefício presente ou mesmo o lucro imediato, para algo duradouro e maior no futuro.
É comum ver o corte de custos, mas o ponto é, que tipo de corte é feito? Cortes inteligentes que analisam o impacto da decisão ou os mais fáceis? Cortes superficiais para entregar um número ou revisões analisadas em planos, jeito de fazer e que não comprometem o futuro? A demissão tem sido para a pessoa certa? E o mais crítico, o processo de demissão tem sido realizado com dignidade e respeito? Ou nestas horas ignora-se que lidamos com pessoas, com sentimentos e que estas mesmas pessoas também podem ser clientes e/ou formadores de opinião?
Um conflito existe neste momento, é difícil fazer escolha na escassez. Justamente em situações assim que a liderança e todos nós mostramos nosso caráter, quem realmente somos e nossa competência, no que acreditamos e o que valorizamos. As decisões são evidenciadas não só para o ambiente interno da empresa, mas para todo o mercado.
Comecei falando sobre todas as notícias ruins que somos bombardeados, a parte boa que vejo em tudo isto é que nunca as atividades e os erros foram tão expostos como hoje em dia. Não existe mais o tempo diferido, tudo é falado. Nunca se produziu tanto conteúdo, hoje o mundo é On/On. O ponto em questão é que, também não existe critério, qualquer pequena informação pode ser dada como verdade o que exige ainda mais atenção dos líderes nas decisões tomadas.
Em um mundo inédito como o que vivemos, torna-se cada vez mais necessário uma liderança por propósito que tenha clareza do PORQUE faz o que faz.
Quando falo de ter clareza significa saber o que te faz acordar todos os dias e ir para o trabalho, enfrentar o trânsito caótico dos grandes centros, comitês e comitês, pressão pelo resultado e todas as pressões que estão no pacote de estar em uma posição executiva. Ter clareza do proposito e conseguir articulá-lo é fundamental para engajar os colaboradores e consequentemente seus funcionários. E isto não é descoberta minha, mas é um princípio da biologia, vou explicar.
A parte do nosso cérebro responsável pelo comportamento humano e tomada de decisão não tem linguagem, é o nosso cérebro límbico que envia a mensagem para o neocórtex que é responsável pela linguagem, pelo nosso sistema analítico e racional, ou seja, ele processa o que recebe do nosso cérebro límbico. A partir daí é que expressamos o que no fundo, já tínhamos sentido em nossas entranhas. Sabe aquela situação que você as vezes tenta dizer algo que sentiu quando chega em algum lugar, mas não sabe exatamente o que é? Pois bem, isto é, porque a mensagem ainda não foi processada pelo neocórtex.
Mas fomos “educados” para nos tornarmos seres racionais, por isto achamos que tomamos decisões racionais, e quando o racional tiver que brigar com o emocional, pode ter certeza que o emocional irá ganhar.
Quer ver um exemplo: pare para pensar porque o seu melhor amigo é o seu melhor amigo? Porque é uma pessoa inteligente e boa de cálculo ou porque, vocês tem afinidade e gostam, por exemplo, de fazer coisas juntos e dar boas risadas falando sobre qualquer assunto.
Outro exemplo: Porque a Apple é a Apple? Porque ela tem a melhor tecnologia? Não! É porque ela tem muito mais que isto, ela tem clareza de seu proposito e desafia o status quo desde sua fundação pelo lendário Steve Jobs, e faz isto, ano após ano.
Aí algumas pessoas podem me dizer, ah, mas é fácil para a Apple trabalhar assim porque ela é gigante e tem a marca mais valiosa do mundo. Não é por isto, ao contrário, ela é o que é e tem o maior valor de mercado justamente porque quando começou, em uma garagem em Palo Alto/Califórnia, o propósito foi claro e isto vem se mantendo ao longo de toda sua história, exceto por uma fase que durou 12 anos, onde justamente Steve Jobs ficou fora da Apple. Ele retornou quando as previsões financeiras eram que a empresa teria fôlego apenas para mais três meses antes da falência. Jobs, colocou suas crenças novamente para operar e aí começa a nova fase próspera da Apple.
Neste exemplo vejo a inovação presente como cultura, uma liderança que tem clareza de seu propósito e que consegue colocar isto em tudo o que faz, nas pequenas e grandes decisões. Tem gente que não gosta da Apple? Claro! Nunca seremos unânimes. O ponto não é você fazer negócios com todo mundo ou ter qualquer tipo de funcionário, com clareza do propósito você irá atrair clientes e funcionários que se acreditam nas mesmas coisas que você.
A inovação hoje passa a ser um ativo para empresas que querem permanecer no mercado nos próximos anos e isto não acontece em um passo de mágica. É preciso construir isto todos os dias, com pessoas, processos e sistemas que se sustentem e façam a inovação presente nas empresas.
Inovar não é apenas um “luxo” para empresas de tecnologia como a Apple, ou empresas que entregam produtos ou serviços que pressupõe processos criativos. Empresa de commodity como a Brasken já tem em torno de 15% do seu faturamento oriundos de produtos que foram criados nos últimos 3 anos.
Liderança por propósito e cultura de inovação, qual a relação de tudo isto com as notícias ruins e a crise?
Vou elencar alguns pontos de forma bem simples para você pensar:
– Negócios duradouros precisam de algo a mais que um excelente produto ou serviço para se sustentar ao logo do tempo.
– Ter clareza do seu propósito irá atrair e engajar as pessoas certas, diminuir custos de contratação, demissões e até de processos trabalhistas. Melhorando a eficiência do negócio o valor de mercado aumenta.
– As empresas que lideram o mercado ou os líderes lendários, tem clareza do PORQUE fazem o que fazem. Conseguem comunicar o seu propósito em tudo o que fazem, para funcionários, clientes e sociedade.
– Não basta ter uma área de inovação, isto é importante, mas não suficiente.
– Cultura não é algo que se implanta com o estralar dos dedos. Ah, que bom que seria….
– Inovação é uma necessidade num mundo que muda numa velocidade jamais vista.
Tudo isto dá muito trabalho claro, por isto tenho investido tanto em ensinar sobre protagonismo e consciência, propósito e cultura. Consciência traz clareza do PORQUE faço o que faço e protagonismo é um pré-requisito para outras habilidades necessárias. Pois somente o protagonismo sem, por exemplo, a empatia, pode ser aquela ambulância que chega ao destino, mas mata dez pessoas no caminho para chegar ao seu objetivo. Já o propósito engaja e inspira e a cultura entrega os objetivos.
E por fim, mas é o começo de tudo, onde você quer estar em cinco anos ou dez anos? Ficar nos arquivos como parte da história ou liderar?
Boa reflexão. Faça coisas que te tragam prazer!
Abraço carinhoso.
Carla Weisz

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