Vírus! Crise ou oportunidade?

O livro se desenvolvia bem, eu estava satisfeita com minha produção e por me manter firme na premissa de não ler o que estava escrito, para evitar cair na tentação de modificar. Acreditei no princípio orientador da história e no planejamento.  Tinha escolhido um caminho e estava seguindo por ele.

Já tinha escrito 70% do capítulo 7, este, em especial exigia bastante de mim. Eu estava com dificuldades para fechar algumas ideias, era momento crítico do livro. Cada frase escrita tinha empenho adicional, diferente de outros capítulos, mas, estava saindo. Eu vibrava quando preenchia uma lauda e, a esta altura, eu já estava esgotada e pressionada pelo meu próprio prazo.

Mas, surpresas acontecem e, por isso, reafirmo que o planejamento não é uma linha reta, mas um norte importante para gerar movimento. Mas nossa capacidade de adaptação e execução que nos fazem chegar ao destino.

O que já estava complicado piorou de vez. Um vírus corrompeu toda a produção do capítulo 7, e, diferente dos outros, esse ainda não estava nas nuvens.  Passei uns dois dias sofrendo, tentando de alguma forma recuperar meu texto, culpar alguém pela falta do backup e aliviar a minha responsabilidade.

Pânico, desespero e raiva foram sentimentos que me dominaram nestes dias. Até que resolvi erguer a cabeça, sacudir a poeira e dizer para mim mesma: chega de lamentar, você vai escrever algo melhor, muito melhor!

Contei com uma solução que ajudou muito: um amigo nos convidou para passarmos o final de semana em sua casa de praia. Resolvi aceitar para ter tranquilidade e reescrever o que tinha sido perdido.

Contratamos uma pessoa para tomar conta de nossas filhas e, por um dia e meio, eu fiquei completamente imersa no livro. Eu só escrevia, compulsivamente, em todos os minutos que aquele lugar inspirador e tranquilo estava me proporcionando.

Consegui deslanchar no capítulo e terminei em São Paulo, dias depois. Ao finalizar, descobri que tinha conseguido fazer algo melhor. A crise foi transformada em oportunidade, a tensão em que me vi, o emaranhado de pensamentos destrutivos a respeito de mim mesma foram transformados em produtividade e criatividade. Me senti mais fortalecida para outros possíveis imprevistos.

No próximo post, vou contar sobre as emoções de ter escrito meu primeiro livro. Meta cumprida!

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