Primeiras Linhas

A sensação de olhar para uma página em branco no computador, a princípio, é algo assustador. Cheguei a ficar olhando por vinte, trinta minutos para o branco da tela e nada sair.
Desistir não era uma possibilidade.
Eu precisava escrever algo que fosse bom para eu ler como audiência, não somente o que era divertido para eu fazer como escritora. Foi este princípio que me convenceu sobre a escrever uma história de ficção.
Eu já sabia sobre o que queria escrever, um bom começo.
Esta seria uma obra sobre protagonismo, liderança e cultura organizacional redigido em formato ficcional abordando os temas de maneira lúdica e de fácil compreensão. Além da linguagem simples do dia a dia, através da trajetória e experiências de um homem comum que se torna um líder.
Consegui escrever o primeiro capítulo, quando organizei dentro de mim o porquê eu precisava contar esta história e quais crenças estavam queimando dentro de mim, este foi o coração da ideia.
O primeiro capítulo precisou ser aprimorado. Meu marido leu e me questionou alguns pontos. Refiz parte dele, seguindo o princípio que eu não poderia ficar lendo o que tinha escrito.
Mas a aflição da tela em branco ainda estava presente. Eu olhava para as paredes em volta, mas elas também eram brancas, não tinha pistas, nada! Era somente eu e minha vontade de escrever um livro.
Insisti. Algumas noites, quando começava a escrever eu ficava ali parada e, depois de certo tempo com minha teimosia, minha mente começava a produzir e meus dedos acompanhavam. As letras foram saindo e materializando meus pensamentos. Conforme eu ia me envolvendo com a história e com o personagem, esta sensação foi ficando para trás e, depois que venci o obstáculo do primeiro capítulo, a minha energia criativa começou a mudar e eu peguei velocidade, ritmo, conseguia acelerar e produzir, linhas e mais linhas, páginas e mais páginas.
Emprestei minha honestidade ao personagem e às situações ficcionais para gerar credibilidade a história e fiquei satisfeita com a produção. Aprendi que nenhuma palavra é desperdiçada, se algum trecho da história não estivesse funcionando, eu anotava em um papel, pregava na parede e seguia em frente. Mais tarde, muitos dos pensamentos foram úteis e, aos poucos a parede branca foi ficando colorida.
E assim, o livro evoluiu. No próximo post vou contar sobre os parceiros do livro, Editora, Ilustrador e o autor do Prefácio.

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