Planejamento dos Capítulos

Bom, o caminho que percorri para escrever é muito particular.

Voltando um pouquinho no tempo, estudei obras do conceituado psicólogo de Harvard, Howard Gardner, sobre modelos mentais, porque queria escrever uma obra que capturasse vários modelos mentais. Então, decidi que o livro teria também ilustrações e esquemas ao final dos capítulos, pois, cada pessoa aprende de um jeito e a aprendizagem é mais efetiva quando as pessoas recebem a mesma mensagem de maneiras diferentes.

Definido que escreveria uma história, o primeiro passo foi definir e caracterizar o personagem principal, seus gostos, estilo, medos, sonhos, angústias, dilemas, valores, até algo mais tangível como família, descendência e o próprio nome. Uma definição já contei pra vocês, o gosto musical do personagem, ele é fã de Rita Lee.

Passando a “caracterização” do personagem estruturei o final do livro, o que eu queria realmente deixar de mensagem e o objetivo do livro. No dia, ou melhor, na noite de inspiração (post 2) o final do livro já tinha sondado minha imaginação na calada da noite.

Minha cabeça funciona assim: muitas vezes visualizo o final, vou lá na frente, imagino como será ou deveria ser e aí eu volto construindo as partes, ou seja, estruturando o passo a passo para executar e chegar no fim imaginado. Meio maluco, né¿

Assim eu desenhei literalmente a linha do tempo.

Em seguida, decidi que estilo de liderança receberia holofote em cada um dos capítulos, quais características seriam destacadas e quais as premissas que fariam parte do estilo de liderança dos personagens ao longo da história, e como fruto disto, que cultura estes líderes estariam criando.

Mostro ao leitor exemplos e opções em segmentos e negócios diversos. Então, defini também características para os líderes que estariam na história e seriam apresentados em cada capítulo, quais destas características eu iria apresentar e, ao mesmo tempo, que dariam condições de explorar para oferecer ao leitor algo atrativo.

Imagine uma massinha de modelar, destas que as crianças brincam, ela é feita da mesma base, mas o que é possível fazer com suas formas são muitas as possibilidades. Criei os personagens, dei alma e um coração para cada um deles e fui modelando, cada um de um jeito, mas com as mesmas premissas, justamente para mostrar que independente do segmento ou do porte da empresa, quando falamos de gente, especialmente no que se refere a liderança e a forma de encarar a gestão da cultura não muda muito de empresa para empresa, pois são as pessoas que fazem acontecer.

Como dizia George Orwell, para um escritor criativo é menos importante possuir ou dominar a verdade do que ter sinceridade emocional.  Uma boa história tem que ser verdadeira mesmo que inventada.

De certa forma, foi o que fiz. Os personagens do livro existem e não são mera coincidência com a realidade e, ao mesmo tempo, todos foram criados. Aristóteles dizia que a criatividade é uma inspiração divina, o sopro de Deus, é o que diferencia o homem dos animais. Acredito que seja isto mesmo, eu senti algo de divino enquanto me envolvia intensamente com o livro e colocava tudo de mim nele.

Ao longo do tempo, detalhes foram alterados e revistos, mas o planejamento estava pronto. E agora, que horas escrever?

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No próximo post, vou contar sobre como escrevi os primeiros capítulos.

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