E agora, como escrever em formato de ficção?

Resolvi fazer pesquisa, afinal, se eu não estudasse um pouco não era eu, lembra que contei que preciso da teoria? Ela funciona como o chão que eu piso, me dá firmeza para executar as ideias e ainda me deixa alinhada com um dos meus valores, falar com propriedade, é assim que eu funciono, dizem que é uma mente racional.

Junto imaginação com prática, teoria com intuição e procuro olhar para o mundo não somente como ele é, mas como ele deveria ser, tratando-se das relações humanas.

A decisão foi escrever um livro de ficção, moldado com criação, onde tudo é permito e eu poderia me liberar e escrever o que eu quisesse e, mesmo assim, eu precisava ter onde pisar para começar a jornada. E lá fui eu me aventurar na internet, que graças a pessoas criativas e corajosas, ela existe em nossa vida e possibilita termos nas mãos um mundo de informação e exemplos, é só procurar. Tudo está na rede, ou melhor, nas nuvens.

Aí comecei a minha busca. Li várias dicas de escritores e até o que se ensina em cursos de escrita criativa. Fiquei muito tentada a me inscrever em um curso, mas resolvi economizar a grana para a produção do livro.

Tem uma frase de Aristóteles que vive comigo e modula parte do jeito que faço as coisas: A excelência não é um feito, mas um hábito, somos aquilo que repetidamente fazemos.

Ele é um dos mestres que compõe uma espécie de “cantinho da inspiração” (fotos no final do post) que tenho no escritório da minha casa. Ao lado direito da minha mesa, existe quatro quadros na parede com retratos destes mestres e, quando tenho dilemas eles me inspiram. Olho para os quadros e fico tentando imaginar o que cada um deste gênios faria e sobre seus ensinamentos, mas isto sem descaracterizar a pessoa que sou, ao contrário, potencializo a mim mesma.

Querer fazer bem feito é a forma que imprimo para minhas ações e entregas, ao menos é o que tento, especialmente quando o assunto é trabalho e toda execução está nas minhas mãos. Nossa! Eu fiquei quase obcecada e minha ansiedade em relação a escrever uma ficção ficava entre a excelência e, ao mesmo tempo, andar para frente, encontrar o tal do equilíbrio.

Ufa, consegui ir para frente depois de pesquisar por, mais ou menos, dois meses. Foi o suficiente para eu encontrar dicas poderosas como as de Emma Coats da Pixar e Robert McKee. Depois do livro escrito, assisti uma palestra deste gênio do storytelling que confirmou o caminho percorrido.

De tudo que aprendi em minhas pesquisas, a dica que mais foi útil, dizia algo do tipo “não volte no que você escreveu, resista à tentação, pois o risco é você querer concertar e, com isto, mudar o texto e acabar empacando ou mesmo mudar o sentido da ideia.” E esta foi a dica que segui à risca.

No próximo post, vou contar como planejei os capítulos.

 

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Foto do meu “cantinho de inspiração”

Da esquerda para direita: Ken Wilber, Aristóteles, Steve

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